https://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/issue/feedRevista de Morfologia Urbana2026-10-13T14:13:39-03:00Editoria da Revista de Morfologia Urbanarevistademorfologiaurbana@gmail.comOpen Journal Systems<p><span style="font-weight: 400;">A Revista de Morfologia Urbana (RMU) é uma publicação científica bianual da <a title="PNUM" href="https://pnum.fe.up.pt/pt-pt/inicio?set_language=pt-pt" target="_blank" rel="noopener"><em>Portuguese-Language Network of Urban Morphology</em> (PNUM)</a> voltada para pesquisadores que buscam avançar o estado da arte sobre a forma urbana como materialização de processos sociais e históricos, em ativa interação com agências e experiências urbanas.</span></p>https://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/472HabitaLab2026-01-22T07:46:38-03:00Caio Augusto Rabite de Almeidacaio.rabite@gmail.comAngélica Silva Arruda Vidalangelicasavidal@gmail.com<p>A habitabilidade é um conceito ligado à melhoria e à compreensão das condições espaciais, sociais e econômicas da população, sendo reconhecida como um fator essencial para o planejamento urbano contemporâneo. O objetivo principal deste artigo é apresentar a ferramenta intitulada “HabitaLab”, desenvolvida para avaliar e quantificar índices de habitabilidade urbana, integrando parâmetros da forma urbana e sua configuração como eixo analítico e dados socioeconômicos, com o auxílio de design computacional. A metodologia foi dividida em quatro etapas: revisão bibliográfica; seleção de indicadores e coleta de dados; modelagem computacional e simulações paramétricas; e, por último, análise estatística. Para fins de realização da pesquisa, foi adotado como objeto empírico, um conjunto de 25 bairros do município de Juiz de Fora, Brasil. Os resultados destacam, por um lado, que a análise da relação entre a configuração espacial e os fatores socioeconômicos pode revelar aspectos relevantes de acessibilidade e diversidade funcional associados às condições de habitabilidade, para a contribuição de diretrizes que permitem revelar as necessidades de cada localidade. Por outro, evidenciam-se as potencialidades das ferramentas computacionais, sobretudo da “HabitaLab”, ao investigar formas integradas para análise urbana, contribuindo para a discussão sobre o tema da habitabilidade no planejamento urbano.</p>2026-06-01T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Caio Rabite, Angélica Vidalhttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/493O potencial morfológico do Transit-Oriented Development (TOD) na expansão e composição de manchas urbanas2026-04-23T18:11:47-03:00Daniel Marcos Cazelatto da Silvadaniel.cazelattosilva@gmail.comGislaine Elizete Belotogebeloto@uem.brLayane Alves Nuneslanunes2@uem.brCarla Martins Olivoolivo.carla@gmail.comKarin Schwabe Meneguettiksmeneguetti@uem.br<p>Este artigo analisa o potencial de aplicação do conceito de Transit-Oriented Development (TOD) para orientar a expansão e composição urbanas, tomando-o como base para uma proposta de estruturação da mancha urbana de Maringá, Brasil. Partindo do referencial teórico de Peter Calthorpe, o trabalho discute o poder do transporte coletivo em orientar a forma urbana. A metodologia envolve a análise morfológica do território, considerando tópicos como infraestrutura viária, relevo, centros e centralidades, sistema de transporte e a elaboração de uma proposta experimental de expansão baseado no TOD. Os resultados indicam que a proposta favorece a conexão de espaços livres, a proteção de fundos de vale e áreas de nascente, a redução da dependência do automóvel e a orientação da expansão para sítios adequados. Conclui-se que o modelo de TOD adaptado ao contexto local apresenta significativo potencial ambiental ao integrar densidade, multifuncionalidade e conservação ecológica na estruturação da forma urbana.</p>2026-07-23T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Daniel Marcos Cazelatto da Silva, Gislaine Elizete Beloto, Layane Alves Nunes, Carla Martins Olivo, Karin Schwabe Meneguettihttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/477Configuração espacial e a hierarquia viária do Recife, Brasil2026-05-28T18:28:14-03:00Alexandre Augusto Bezerra da Cunha Castroalexbccastro@gmail.comYara Cristina Labronici Baiardiyara.baiardi@ufpe.br<p>O presente estudo investiga em que medida as propriedades configuracionais da rede de ruas se correlacionam às vias arteriais definida pela hierarquia viária da nova Lei de Parcelamento e Uso do Solo Urbano (Lei nº 19.426/25) na cidade do Recife. Utilizando a Sintaxe Espacial e as medidas NAIN, NACH e INCH, o trabalho combina técnicas de modelagem computacional em ambiente SIG, com dados do OpenStreetMap para avaliar o potencial de movimento, atravessamento e acessibilidade da malha urbana propostas na lei. Os resultados indicam que a medida NACH apresentou a maior sobreposição com as vias arteriais (70,32%), evidenciando sua proximidade com a hierarquia funcional e seu papel como indicador configuracional do atravessamento urbano. As medidas NAIN e INCH revelaram padrões complementares, destacando tanto o núcleo central de integração quanto eixos intermediários de conectividade. Conclui-se que a Sintaxe Espacial constitui um instrumento analítico robusto e complementar aos critérios geométricos, funcionais e políticos do planejamento viário, permitindo compreender de forma mais precisa a coerência entre configuração espacial e mobilidade. O estudo contribui para o aprimoramento da definição hierárquica das vias, baseado em evidências, e reforça o potencial da abordagem configuracional no planejamento da mobilidade articulado ao desenho urbano.</p>2026-08-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Alexandre Augusto Bezerra da Cunha Castro, Yara Cristina Labronici Baiardihttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/494A construção de um campo de pesquisa2026-05-07T18:09:55-03:00Lyvia Fialho Soares de Moraeslyv.fialho@gmail.comValério Augusto Soares de Medeirosvaleriodemedeiros@gmail.com<p>O artigo compreende uma reflexão sobre a produção científica brasileira associada à Sintaxe Espacial (SE) também conhecida por Teoria da Lógica Social do Espaço (TLSE). O objetivo é identificar quais as intenções e os temas de pesquisa prioritários bem como as universidades e as redes de pesquisas protagonistas no campo, o que permite entender tendências e cenários futuros da abordagem. Para tanto, desenvolve-se uma análise comparativa dos dados extraídos de publicações que utilizam a SE como teoria, método e ferramenta de pesquisa, tendo por base artigos presentes em Anais de eventos e/ou periódicos, teses e dissertações. A discussão é estruturada no escrutínio da produção nacional em duas escalas: a) no contexto específico, por meio da análise das produções brasileiras; e b) no contexto ampliado, a partir de conexões de pesquisadores em perspectiva lusófona. Os achados, em síntese, apontam que a abordagem da TSE no Brasil vem sendo extensivamente adotada em trabalhos sobre centralidade/uso do solo, segregação/desigualdade e mobilidade, com clara organização em grandes áreas temáticas. De forma crescente, temáticas como ecologia urbana, resiliência urbana e conforto estão sendo identificadas. É significante pontuar que na comunidade dos países de língua portuguesa e no campo de estudos da forma urbana, há protagonismo do Brasil e de Portugal; no que compete às aplicações da TSE, o destaque é sobretudo para o Brasil. As tendências observadas permitem perceber a existência de um cada vez mais robusto diálogo entre diferentes abordagens e a SE, possibilitando a contribuição entre perspectivas, com faceamento de camadas de investigação e campos teóricos em sobreposição.</p>2026-08-19T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Lyvia Fialho Soares de Moraes, Valério Augusto Soares de Medeiroshttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/535Lotes, propriedade e comportamento2026-09-01T15:02:24-03:00Karl Kropfkkropf@brookes.ac.ukSilvia Spolaorsilviaspolar@fe.up.pt<p>Há falta de clareza, no campo da Morfologia Urbana, quanto ao uso dos termos “lote” (plot) e “lot”. As dificuldades decorrem, em grande medida, do fato desses termos serem utilizados para designar diferentes conceitos. Outras ambiguidades surgem porque o conceito de propriedade não é unívoco e porque os limites correspondentes aos diferentes significados de lote nem sempre coincidem. Um problema adicional é que aspectos distintos da forma urbana acabam sendo fundidos em uma entidade única e de definição imprecisa. Considerando a importância do lote para a tipologia dos edifícios e para a Morfologia Urbana, essas ambiguidades suscitam questões sobre o papel do lote na gênese e na transformação da forma urbana, especialmente no fenômeno da persistência e nas diferentes taxas de mudança entre padrões de ruas, de lotes e de edifícios. O objetivo deste artigo é, portanto, esclarecer os termos “lote” (plot) e “lot”, por meio da análise das características relevantes usadas para defini-los, bem como das relações e das lógicas subjacentes que essas definições envolvem. A conclusão proposta é que o fundamento essencial para definir o lote – entendido como propriedade e como elemento de controle – está enraizado no comportamento humano e em nossas interações tanto com o ambiente quanto entre nós. Essa perspectiva pode, então, proporcionar uma base promissora para investigar de forma mais aprofundada o fenômeno da persistência.</p>2026-09-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Karl Kropf; Silvia Spolaorhttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/534Resenha2026-08-28T15:49:37-03:00Vera Regina Tângarivtangari@fau.ufrj.br2026-09-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Vera Regina Tângarihttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/547Notícias2026-10-13T14:13:39-03:002026-10-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/524Editorial SintaxeBRASIL 32026-08-11T12:57:06-03:00Valério Medeirosvaleriodemedeiros@gmail.comEdja Trigueiroedja.trigueiro@ufrn.brFrederico de Holandafredholanda44@gmail.com<p>.</p>2026-10-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Valério Medeiros, Edja Trigueiro, Frederico de Holandahttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/519Configuração Espacial e Acessibilidade como Subsídios para Requalificação Ambiental do Jardim Zoológico de Brasília2026-06-30T18:18:36-03:00Matheus de Souza Oliveiramatheusoarq@gmail.comMaurício Arnemann221001220@aluno.unb.brPaula Lelis Rabelo Albala Lelis Rabelo Albalapaula.rabelo@unb.brMarta Adriana Bustos Romeroromero@unb.br<p>O Jardim Zoológico de Brasília (JZB), inaugurado em 1957, é um dos equipamentos públicos mais emblemáticos da capital federal, reunindo áreas de visitação e serviços voltados à fauna, à pesquisa e à educação ambiental. Na atualidade, o JZB busca alinhar-se aos princípios contemporâneos adotados nos zoológicos, com foco primário na conservação da biodiversidade e na inclusão. Inserido no âmbito do projeto “Requalificação Ambiental e de Acessibilidade do Zoológico de Brasília” (FAPDF), e como subsídio às diretrizes do Novo Plano Diretor de Ocupação (1957–2057), este artigo apresenta um diagnóstico integrado de configuração espacial e acessibilidade no contexto de transição do modelo atual para o conceito contemporâneo de Eco-Parque. A metodologia articula a Sintaxe Espacial, por meio de análises axiais e de segmentos, além de levantamentos in loco. Os resultados revelam baixa inteligibilidade e desconexão interna, agravadas por uma hierarquia de fluxos que privilegia acesso veicular em detrimento da caminhabilidade. Em resposta a esta condição, apresentam-se diretrizes projetuais à reestruturação configuracional. Conclui-se que a requalificação ambiental do zoológico exige uma reestruturação topológica da malha para superar a segregação espacial atual, em que se busca consolidar o parque como um território acessível de mediação entre a fruição humana, a plena habitabilidade da fauna sob cuidados humanos e a conservação da biodiversidade.</p>2026-10-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Matheus de Souza Oliveira, Maurício Arnemann, Paula Lelis Rabelo Albala Lelis Rabelo Albala, Marta Adriana Bustos Romerohttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/520Centralidade emergente e (re)configuração espacial em Samambaia, Distrito Federal2026-06-30T22:57:23-03:00Vinícius Alves Euzébiovinicius.zebio@gmail.comAna Paula Campos Gurgelanapaulagurgel@unb.br<p>Samambaia, Região Administrativa XII (RA XII), apresenta padrões morfológicos e de uso e ocupação do solo que podem ser observados em outras RAs do Distrito Federal, as quais também passaram por um processo histórico de rápido adensamento atrelado à realocação de ocupações para o entorno do Plano Piloto de Brasília. A Sintaxe Espacial (SE), proposta por Hillier e Hanson (1984), é um referencial teórico-metodológico que possibilita a tradução do espaço em uma rede de eixos que revelam dinâmicas potenciais de uso do espaço. Ao processar as bases cartográficas históricas e atuais de Samambaia, se obtém um arcabouço de séries históricas axiais que revela como elementos do projeto urbano, como os Espaços Livres de Uso Público (Elups), seu Centro Urbano, e suas Avenidas Estruturantes foram apropriadas. Os resultados apresentam o ano de 1991 como articulador entre uma morfologia de canteiro de obras urbano (presente no ano de 1986) e a cidade consolidada. Esse achado associa-se a outro: que a presença recorrente de deslocamentos informais por meio de lotes ou áreas públicas subutilizadas, em maior ou menor intensidade, é fator determinante para o deslocamento em escala local e à constituição dos valores de Integração Global (HHRn) e Choice.</p>2026-09-23T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Vinícius Alves Euzébio, Ana Paula Campos Gurgelhttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/526O bailar da elite em cinco atos2026-08-11T13:13:07-03:00Ninfa Canedocanedoninfa@gmail.comValério de Medeirosvaleriodemedeiros@gmail.com<p>No artigo analisa-se a movimentação habitacional da “elite” em Goiânia/GO, buscando identificar características espaciais que dialogam com o processo de mobilidade habitacional. A investigação ampara-se nas estratégias da Sintaxe do Espaço, por meio do confronto de dados configuracionais, especialmente aqueles relacionados ao mercado imobiliário, na visualização de movimentos, escolhas, atributos e definição do percurso de moradia do grupo assinalado. Os resultados obtidos permitem identificar cinco movimentos e localizações, diacronicamente: 1) fundação: sobrados próximos à Praça Cívica; 2) expansão inicial: sobrados e pequenos edifícios nos setores contíguos ao centro; 3) verticalização: edifícios multifamiliares elevados, em setores centrais; 4) periferização: condomínios horizontais dispostos nas franjas urbanas; e 5) verticalização acentuada: movimento de retorno ao centro. A leitura configuracional confrontada com os cinco movimentos, além de subsidiar a discussão do binômio centralidade/periferia, orienta a interpretação de que a elite se desloca buscando áreas de acesso facilitado com garantia de privacidade: os empreendimentos concentram-se nos arredores de vias estruturadoras, entretanto resguardando-se delas. Os elementos motivadores para o deslocamento assentam-se nos pilares de segurança, localização, exclusividade e poder, traduzidos como qualidade de vida. A elite, detentora de capital econômico, comanda, portanto, a dinâmica urbana, cabendo-lhe o privilégio de escolha tanto locacional quanto do empreendimento específico.</p>2026-10-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ninfa Canedo, Valério de Medeiroshttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/529Entre a cidade planeada e a cidade vivida2026-08-19T18:43:58-03:00Ana Cristina Inglêslura.geral@gmail.com2026-08-19T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ana Cristina Inglêshttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/543A expressão da matriz Swahili no tecido urbano de Paquitequete, Pemba2026-09-29T21:03:54-03:00Clara Luiza Mirandaclaravix50@gmail.comMiguel Ribeiromiguel.m.silva@edu.ufes.br2026-09-29T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Clara Luiza Miranda, Miguel Ribeirohttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/542Para uma Morfologia Urbana dos Musseques2026-09-29T16:02:49-03:00Ângela de Branco Lima Mingasangelamingas@arqiary.archi2026-10-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ângela de Branco Lima Mingashttps://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/546Lançamentos2026-10-13T14:13:09-03:002026-10-13T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://revistademorfologiaurbana.pnum.org/index.php/rmu/article/view/525Relatório SintaxeBRASIL 32026-08-11T13:02:48-03:00Edja Trigueiroedja.trigueiro@ufrn.brFrederico de Holandafredholanda44@gmail.comValério Medeirosvaleriodemedeiros@gmail.com<p>.</p>2026-10-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Edja Trigueiro, Frederico de Holanda, Valério Medeiros